Chegaram as meninas :)

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Da esquerda para a direita: Gertrudes Má Pinta, Carlota A Esbaforida e Clarice Cara de Anjo

Depois da construção do galinheiro em contrarrelógio – versão beta está bem de ver e mesmo assim só possível com a ajuda inestimável do Luís  – cá estão as 3 poedeiras para me alegrar os dias e roer as unhas à noite em cuidados se o galinheiro resiste à ronda das raposecas.

Ainda antes de me virem parar às mãos a coisa começou mal: as 3 poedeiras eram de uma familiar que mas ofereceu uma vez que se vai  mudar para um apartamento. Acontece que  dois ou três dias antes de virem para a nova casa duas delas foram precisamente vítimas de uma raposa a monte. Salvou-se a galinha choca fechada na capoeira. Generosamente substituídas pela Maria Cândida lá vieram entretanto outras duas para fazer companhia à choca, agora batizada de Gertrudes Má Pinta uma vez que resolveu armar-se em patroa da nova capoeira e anda bica que bica nas outras duas – Carlota A Esbaforida (foge a todo o vapor da Gertrudes) e Clarice Cara de Anjo  (é só swag,  não é nada com ela mesmo quando é bicada).

Para já não há sinal de assalto ao galinheiro nem de raposa nem de doninha, que pelo que me disseram os locais também gosta de passear pela vizinhança. Espero que esta biodiversidade ande mais ao largo e me deixe as bichas em paz….

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Há monstros na horta

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Andava eu calmamente a preparar um canteiro para plantar cebolo quando ao tentar arrancar uma pé de couve espigado vi um pequeno ponto vermelho e dei por esta coisa meia enterrada e aninhada junto da raiz da dita couve.

Não sei se estava mais morto que vivo ou ainda em hibernação (fiquei a saber que os sapos hibernam) mas não tugiu nem mugiu quando lhe dei uns toques com um pauzito.

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Apesar do seu aspeto de monstro medieval – não ficava nada mal junto da outra bicharada grotesca de uma fachada gótica – na realidade é um bicho bem útil na horta, papando lesmas, moscas e outros insetos que tal. Lá o transportei e aconcheguei  no meio de um monte de folhada – a ver se se safa porque com esta primavera chuvosa não faltam lesmas a fazer mossa pela horta.

Já agora alguém sabe que espécie é esta?????

you eat girl!

joaninha&afideos

Não se deixem enganar pelo aspeto encantador e inocente destes bichinhos. Estas senhoras são capazes de comer, melhor dizendo, devorar afídeos à tripa forra, ingerindo 40, 50, 70 afídeos por dia (e as suas larvas comem ainda mais).

As joaninhas são uma das visões mais bem vindas na horta contribuindo  para o controle biológico de pragas e o equilíbrio do ecossistema. Esta(s) anda(m) na faxina das favas,  colheita particularmente apreciada pelos afídeos (mais vulgarmente conhecidos por pulgões) e têm feito um bom trabalho.

Enquanto não vêm os feijões, outro favorito dos pulgões, mantenho meia dúzia de plantas para lhes proporcionar habitat seja como local de acasalamento, postura de ovos ou abrigo, ou como alimento (presas ou pólen uma vez que há, pelo que sei,  algumas espécies de joaninhas “vegetarianas”). Pelo que observei e pesquisei as umbelíferas, também chamadas apiáceas, (funcho, endro, cenoura, salsa, pastinacas, …) são das plantas mais apropriadas para fornecer alimento (pólen e/ou presas) e/ou local de abrigo para larvas, pupas e adultos, além de local acasalamento e postura de ovos. Continuar a ler