Há monstros na horta

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Andava eu calmamente a preparar um canteiro para plantar cebolo quando ao tentar arrancar uma pé de couve espigado vi um pequeno ponto vermelho e dei por esta coisa meia enterrada e aninhada junto da raiz da dita couve.

Não sei se estava mais morto que vivo ou ainda em hibernação (fiquei a saber que os sapos hibernam) mas não tugiu nem mugiu quando lhe dei uns toques com um pauzito.

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Apesar do seu aspeto de monstro medieval – não ficava nada mal junto da outra bicharada grotesca de uma fachada gótica – na realidade é um bicho bem útil na horta, papando lesmas, moscas e outros insetos que tal. Lá o transportei e aconcheguei  no meio de um monte de folhada – a ver se se safa porque com esta primavera chuvosa não faltam lesmas a fazer mossa pela horta.

Já agora alguém sabe que espécie é esta?????

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you eat girl!

joaninha&afideos

Não se deixem enganar pelo aspeto encantador e inocente destes bichinhos. Estas senhoras são capazes de comer, melhor dizendo, devorar afídeos à tripa forra, ingerindo 40, 50, 70 afídeos por dia (e as suas larvas comem ainda mais).

As joaninhas são uma das visões mais bem vindas na horta contribuindo  para o controle biológico de pragas e o equilíbrio do ecossistema. Esta(s) anda(m) na faxina das favas,  colheita particularmente apreciada pelos afídeos (mais vulgarmente conhecidos por pulgões) e têm feito um bom trabalho.

Enquanto não vêm os feijões, outro favorito dos pulgões, mantenho meia dúzia de plantas para lhes proporcionar habitat seja como local de acasalamento, postura de ovos ou abrigo, ou como alimento (presas ou pólen uma vez que há, pelo que sei,  algumas espécies de joaninhas “vegetarianas”). Pelo que observei e pesquisei as umbelíferas, também chamadas apiáceas, (funcho, endro, cenoura, salsa, pastinacas, …) são das plantas mais apropriadas para fornecer alimento (pólen e/ou presas) e/ou local de abrigo para larvas, pupas e adultos, além de local acasalamento e postura de ovos. Continuar a ler