#02. na pele

pele

Há no contacto com a terra algo de primordial, autêntico e intrinsecamente humano. A experiência da terra é uma experiência de partilha  com outros seres (humanos e inumanos)  – partilham-se conselhos, energias, recursos, produtos, numa generosidade que não cessa de me espantar.   A partilha gera equilíbrio entre o eu, o outro e o mundo à nossa volta seja ele a larva a erva a galinha a árvore a toupeira a pedra a pessoa ou o conjunto disto tudo. Sentimos que fazemos parte de um todo onde tudo flui e gera sinergias e transformação,  onde menos é muitas vezes mais e onde corpo, mente e coração estão em uníssono com o pulsar do que  é verdadeiramente essencial.

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FORK TO FORK (e umas quantas reflexões)

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Fork to Fork (qualquer coisa como da forquilha para o garfo)  é o título de uma série bbc da autoria de Monty Don, carismático escritor&apresentador/jardineiro&agricultor inglês.  A par de séries como The edible garden de Alys Fowler ou Grow your own veg de Carol Klein Fork to Fork advoga  uma prática agrícola assente sobre princípios sustentáveis aliada a uma prática alimentar que privilegia os produtos da época, biológicos e locais.

A par da água, a produção de alimentos será uma dos problemas centrais da humanidade (e não apenas dos países ditos do terceiro mundo)  num futuro a breve prazo.

A agricultura convencional continua a destruir todos os anos hectares e hectares de solo arável quer por perda real de solo quer pela sua sobre-exploração conduzindo à perda progressiva de fertilidade combatida à custa da injeção de fertilizantes inorgânicos que mascaram um solo moribundo e que será a breve prazo estéril. Acrescente-se o uso intensivo e abusivo de herbicidas e pesticidas que desregulam por completo os ecossistemas e se infiltram sub-repticiamente na água e na nossa comida e temos um panorama deveras assustador.

 

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COISAS DA TERRA

batatas

As primeiras batatas emergem. Plantadas em dezembro/janeiro estava estupidamente à espera que dessem flor para as poder começar a colher. Coisas de novata. Valeram-me os meus “mestres” D. Delfina e Sr. António: as “batatas do seco” apanham-se a partir dos três meses. Feito.

A generosidade das pessoas da terra não cessa de me comover.