Cebolas, batatas, pencas (a.k.a. tronchas) e chuchus. E ainda mais chuchus.

 

 

Apesar de alguns contratempos de que falarei num outro post, a horta continua a bombar. Já não sei quando foi a última vez que comprei vegetais incluindo batatas, cenouras e cebolas. O stock de cebolas afinal ainda dura, embora o que ainda há já esteja a grelar. Provavelmente era uma variedade menos interessante para conservação. Entretanto seguindo os preceitos populares – Pelo S. Martinho semeia o teu cebolinho –  lá semeei algumas variedades de cebola pelo minguante de novembro, como aconselha o almanaque O Seringador. Não sendo (para já) crente nem descrente da influência lunar sobre as coisas da terra mal não há-de fazer. Para além da valenciana, que aparentemente é uma variedade mais adequada para conservação, semeei a espanhola Roja de Zalla (obrigada Flor) e semente da minha “madrinha” hortícola (obrigada D. Delfina).

Entretanto continuo com as minhas experiências no cultivo da batata. O ano passado semeei as primeiras em finais de dezembro/início de janeiro e a coisa não correu mal. Este ano já semeei há coisa de 1 mês (via referência do Borda d´Água) um pequeno canteiro com duas variedades – uma branca de que não sei a raça mas que guardei dum punhado que nos deram na primavera (obrigada Arnaldo) e umas quantas Marine (obrigada Flor e mãe da Flor) que estavam já greladas e a pedir terra. É curioso que em meados de novembro tinha uma série de batateiras que germinaram de batatas extraviadas na colheita e que ainda me deram umas batatinhas antes de morrerem com a geada que entretanto caiu. Tenho ideia que começaram a aparecer  aí por setembro daí que para o ano hei-de experimentar semear algumas lá para agosto. A ver. Pena é a quantidade de batatas não ser suficiente para chegar ao natal.  O acompanhamento, as pencas como lhes chamam na minha terra ou tronchas como lhes chamam por aqui, estão a engordar como se quer. Pior são os grelos – com o calor e a falta de chuva não foram nem regalo para os olhos nem para a boca. Entretanto andei a semear mais uns retalhos em finais de outubro  a ver se medravam… mas a coisa não parece muito promissora.   Para compensar colhi em novembro para cima dos 100 Kg (bem foram 103 mas pronto…) de produtos, recorde a bater os 74 Kg de setembro do ano passado. O maior contributo para esta quantidade foram os  chuchus. A produção pesada até ao momento dos dois pés de chuchus plantados em 2016 já soma mais de 50 Kg e ainda tenho duas caixas cheias por pesar. Sopa com chuchu, creme de chuchu, chuchu salteado, chuchu estufado, chuchu assado, chuchu cru… o chuchu tem provado a sua versatilidade culinária  – falta experimentar frito mas cheira-me que feito tipo peixinhos da horta ou tipo patanisca não deve ficar nada mal. Para o nosso jantar em breve, a acompanhar um arroz malandrinho de troncha.

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